
Descoberto em peladas com índios, atacante tem apenas um ano e meio de profissionalismo e surge como substituto do lesionado Emerson
Há pouco mais de um ano e seis meses a rotina de Aleílson se resumia a trabalhar em uma fábrica de rodos e vassouras no interior do Pará e se divertir nos fins de semanas jogando peladas com índios da aldeia Kikategê. Bom de bola, a preocupação estava somente no sustento da família e o futebol não passava de brincadeira. No último mês a realidade do atacante paraense tem sido bem diferente. Logo no primeiro treino como jogador do Flamengo corridas ao lado de Adriano, e, no próximo domingo, às 16h, no Couto Pereira, a possibilidade de estrear diante do Coritiba.
Com apenas 24 anos, o atacante veio do Águia de Marabá (PA) e foi o único aprovado em um “vestibular” realizado por Cuca com promessas da Copa do Brasil. Provável substituto de Emerson, que é dúvida para o duelo com o Coxa, o próprio Aleílson se surpreende com sua história.
- Sempre joguei na várzea. Trabalhava e jogava com os índios nas horas vagas. Mas o Águia (de Marabá) fez um amistoso na minha cidade, Morada Nova (PA), fui bem e recebi o convite. No início não queria ir para não perder o emprego, mas depois fomos campeões do primeiro turno do paraense e tudo deu certo. Agora estou aqui no Flamengo.
Companheiro de quarto de Adriano em sua primeira convocação, para a partida contra o Atlético-PR, Aleílson se destacou no coletivo realizado nesta quarta no Ninho do Urubu. Ainda tímido diante das câmeras, ele mostrou paciência, mas não escondeu a ansiedade para estrear.
- Já fui para o banco e estou trabalhando forte há um mês. Quando pintar a oportunidade, quero assumir com responsabilidade e fazer o melhor para o Flamengo. Vou fazer de tudo para ter uma vaga entre os titulares. O importante é mostrar serviço. Muitas coisas boas têm acontecido comigo.
Caso o Sheik seja vetado, o paraense disputa a vaga com Josiel e vende seu peixe.
- Meu jogo é mais pelas pontas, com o mesmo estilo do Emerson. Espero substituí-lo bem quando tiver a oportunidade para não prejudicar o Flamengo.
Apesar da aprovação de Cuca, o vínculo de Aleílson com o clube é de apenas três meses. Entretanto, ele confia em um período mais longo na Gávea.
- Vai depender de mim.
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